Beatriz Valentim nasceu em 1995 na Póvoa de Varzim e cresceu como a prima mais velha de sete raparigas. Depois de começar no ballet numa academia local, decidiu partir para Lisboa aos 14 anos para seguir a dança.
Iniciou os seus estudos de dança pela Royal Academy of Dance e concluiu em 2013, o curso de formação de bailarinos na Escola de Dança do Conservatório Nacional. Completou a sua formação com o Elit Trainning Program da Companhia Budapest Dance Theatre e o F.O.R. Dance Theatre da Companhia Olga Roriz. É licenciada em sociologia pelo ISCTE-IUL e concluiu a Pós-Graduação em Dança Contemporânea da ESMAE, terminando como bolseira do Camping 2020 do Centre National de la Danse, Paris.
Como bailarina, colabora com artistas como Olga Roriz, Jérôme Bel, Raimund Hoghe, Né Barros, Francisco Camacho, Mafalda Deville, Clara Andermatt, Joana Magalhães, Catarina Miranda, entre outros. Como coreógrafa, começou a construir o seu próprio universo com “VADO: solo sobre as coisas vazias” (2018), seguiu-se “NINA” (2019), “Self” (2021), “O que é um problema?” (2023) e “Vanishing” (2024), esta última em colaboração com Bruno Senune. Todas elas são obras que combinam corpo, memória, comunidade, efemeridade e deixam perguntas ao público, que é sempre o seu objetivo: questionar e não dar respostas fechadas.
A sua formação em sociologia abriu-lhe espaço para pensar a dança como ferramenta social e não apenas como objeto artístico, e é nessa consciência que desenvolve trabalho intenso com crianças e jovens, conduzindo oficinas, projetos escolares e iniciativas comunitárias, como o GruA — Grupo de Autonomia da ASAS de Santo Tirso e como Artista Residente no Plano Nacional das Artes.
Atualmente, assume a direção coreográfica da performance ECO.TEX - 2º aniversário ECO Porto, uma celebração da Porto Ambiente em parceria com a Associação Bombarda - Quarteirão Criativo, e desenvolve a sua próxima criação, “Assimétrico”, uma produção da EIRA, com coprodução do Theatro Circo / braga25, Teatro Aveirense e Teatro Nacional de São João.
Fotografia: © Lais Pereira / Theatro Circo