Natacha Campos (1997, Amadora) é Afrodescendente, de pais angolanos. Licenciou-se na Escola Superior de Dança em 2018, destacando o contacto com Jácome Filipe, Maria Ramos, Madalena Vitorino e Pietro Romani. No período 2018-2020, frequentou o programa de treino Performact, em Torres Vedras. Foi lá que consolidou a sua formação, cruzando-se com Eddy Becquart, João Cardoso, Chloé Beilevaire, Ted Stoffer, Magalie Lanriot e Iñaki Azpillaga. Completou o curso de Produção de Espetáculo, ministrado por Patrícia Pires. Atualmente, termina o mestrado em Artes Cénicas, na FCSH, Faculdade Nova de Lisboa e ingressou no curso de criação e interpretação PACAP 8, no Fórum Dança, curado por Ana Rocha e Meg Stuart.
Enquanto intérprete, trabalhou em criações de Pietro Romani, Beatriz Cantinho, Marta Jardim, Sofia Dias e Vítor Roriz, de Rui Catalão, Constanza Givone, Jo Castro, Joana Providência, Cláudia Semedo, dos quais destaca Escala (2021) de Sofia Dias e Vitor Roriz, Ivone (2022) de Rui Catalão , “Casa com Árvores Dentro” (2022) de Cláudia Semedo, na CDA e “Coral de Corpos sem Norte” ( 2025) de Kiluanji Kia Henda. Estreiou-se como curadora, em “Ecossistema.danças.corpos”, um programa de encontros, co-curado com Cláudia Galhós inserido na programação da Ordem do O e parceria com os Estúdios Vítor Córdon.
Como criadora, desenvolveu o projeto THEFRUIT – an occidental title (integrado no programa de Residências Interferências’21), o solo Other than you, you(2020), e Faded (2019) (video-dança), Mechanical Animal(2023), Íla (2023). Neste momento, desenvolve um novo projeto, “MA”, focando-se em descolonizar as práticas que levam à produção de um futuro objeto artístico.
Fotografia © Miguel Afonso