TERRITÓRIO é um programa dedicado a jovens intérpretes com idades entre os 14 e os 18 anos, provenientes de escolas de dança de todo o país. Durante um mês de ensaios, os selecionados estarão em contacto direto com a linguagem de dois coreógrafos distintos, na preparação de uma peça em remontagem e uma nova criação.
Na sua 9ª edição, o programa recebe o coreógrafo Wayne McGregor com a remontagem de FAR (excerto) e a coreógrafa Liliana Barros com uma nova criação.
Esta edição conta ainda com uma curta-metragem exibida entre cada peça, realizada por Filipe Faria, vencedor do Prémio Território | Estúdios Victor Córdon na categoria de Melhor Realizador Nacional do InShadow — Lisbon Screendance Festival 2025.
A Fundação Millennium bcp é mecenas do Programa Território IX.
17 e 198JUL / 22h — [ESTREIA] Teatro Nacional São João (Porto) / Bilhetes à venda na BOL.
22 e 23 JUL / 22h — Millennium Festival ao Largo - CCB (Lisboa) / Entrada livre.
25 JUL / 21h30 — Teatro Aveirense (Aveiro) / Bilhetes à venda na Ticketline.
PROGRAMA COMPLETO
FAR (excerto)*
O título FAR é um acrónimo para “Flesh in the Age of Reason” (Carne na Era da Razão), baseado no livro homónimo do historiador Roy Porter, que explora a relação entre o corpo e a mente no século XVIII.
Coreografia Wayne McGregor - Studio Wayne McGregor
Música Ben Frost
Adaptação do desenho de luz Cárin Geada
Transmissão e Remontagem Catarina Carvalho
*Estreada em 2010 no Sadler’s Wells em Londres
RESPIRAR (título provisório)
Entre vestígios, latências e suspensões, procura-se aquilo que permanece para além do acontecimento visível ou sonoro. A escuta surge como forma de presença, atenta ao que vacila, respira ou quase se perde. Entre som, imagem e tempo, a observação e a montagem dão forma a uma peça autónoma, construída a partir dos intervalos, das esperas e das pequenas transformações.
Realização e Produção Filipe Faria (Vencedor do Prémio Território | Estúdios Victor Córdon no InShadow — LisbonScreendance Festival 2025)
NOVA CRIAÇÃO (título a anunciar)
Inspirada nas estruturas rizomáticas dos micélios e em modelos biológicos de organização, a peça explora o corpo como uma arquitetura viva em permanente transformação. Através de formas de ramificação, agregação e cooperação, os corpos formam organismos híbridos, onde os limites entre indivíduo e coletivo, humano e não-humano, corpo e ambiente se dissolvem.
Como uma rede subterrânea que se expande na obscuridade, a matéria coreográfica emerge da circulação de impulsos, de relações de interdependência, dando origem a formas instáveis, mutantes e imprevisíveis. A peça propõe um ecossistema em movimento, onde cada gesto funciona como um ponto de ligação numa inteligência distribuída que atravessa corpos, espaços e temporalidades.
