Desenvolvida através da perspetiva de dois corpos brancos, queer e não-binários, de origem portuguesa e estadunidense, esta performance interdisciplinar Flóbér explora o conceito de “opressão internalizada”, abordando a proliferação de crenças ditatoriais e coloniais na sociedade contemporânea. Flóbér pergunta: Quando é que nos tornamos no nosso próprio opressor e no opressor de outras pessoas?
Existe um "eterno retorno" do sentimento populista e da nostalgia colonial, que expõe traumas e fissuras sociais, sistematicamente negligenciadas. Flóbér expõe e reflete alguns dos traumas e fissuras históricas, que movem as pessoas a reproduzir e praticar a opressão, a marginalização e o preconceito.
Durante a residência vamos trabalhar os conceitos de corpo militarizado, corpo reprimido, corpo enclausurado. Estudaremos diferentes coreografias militares, rituais religiosos e familiares e outras formas de socialização coreográfica datadas de períodos imperiais e ditatoriais. Estas coreografias vão ser utilizadas para explorar o conceito de “opressão internalizada” enquanto conjunto de hábitos, formas de estar e de relacionamento, inconscientemente repressivos, transmitidos e normalizados de geração em geração. ⎯ Telmo Branco